sábado, 4 de setembro de 2010

A Fábula das abelhas e o Mundo humano


A FÁBULA DAS ABELHAS

"Aquilo que de pior existe em cada um, contribuiu alguma
coisa para o bem comum." (Bernard Mandeville)



A Fábula conta, de forma irônica, como os vícios de cada abelha em particular eram vitais para a pujança econômica da colméia como um todo. No entanto, pregando como ideal as virtudes e condenando os vícios, as abelhas acabaram tendo seu pedido atendido, e seu deus colocou um fim nos vícios. Todos eram virtuosos agora. Mas não foi preciso muito tempo para que o desemprego começasse a surgir em larga escala, e a economia da colméia ficasse totalmente estagnada. Mandeville pretende mostrar a importância dos vícios, mas deixa claro que, apesar destes serem inseparáveis das grandes sociedades, e que é impossível a riqueza sobreviver sem eles, os membros particulares da sociedade que são culpados de algum vício devem ser reprovados ou mesmo punidos quando viram crimes. Ou seja: se aceita que os vícios são a força motora do crescimento econômico, mas nem por isso deixa-se de combater seus excessos. O alvo de Mandeville era aparentemente os moralistas que pintavam o homem como anjos. Seu texto pode até ser visto como um reductio ad absurdum desse moralismo, mostrando como seria na prática uma sociedade habitada somente por “santos” que abdicam de seus próprios interesses, de sua ganância.

O Dr. Mandeville considera que tudo o que se faz por senso de conveniência, por respeito ao que é recomendável e louvável, se faz por amor ao louvor e à aprovação, ou, como ele diz, por vaidade. Observa que o homem naturalmente está muito mais interessado em sua própria felicidade do que na de outros, e que é impossível, em seu foro íntimo, preferir realmente a prosperidade destes à sua própria. Quando aparenta preferir a de outros, podemos estar certos de que nos ludibria, e de que está agindo pelos mesmos motivos egoístas e todas as outras vezes. Dentre todas as suas outras paixões egoístas, a vaidade é uma das mais fortes, e sempre fica facilmente lisonjeado e intensamente deliciado com os aplausos dos que o rodeiam”. Mas Adam Smith afirma que o desejo de fazer o que é honroso e nobre, de nos convertermos em objetos apropriados de estima e aprovação, não pode ser chamado de vaidade. O amor à verdadeira glória, segundo Adam Smith, é diferente da paixão da vaidade simples, pois é uma paixão “justa, razoável e eqüitativa, enquanto a outra é injusta, absurda e ridícula”. Ele explica: “O homem que deseja estima por algo realmente estimável nada mais deseja senão aquilo a que com justiça tem direito, e aquilo que não lhe pode ser recusado sem que se cometa alguma espécie de ofensa”. Nesse sentido, até o que finge merecer estima está reconhecendo o que é estimável. A frase de La Rochefoucauld expressa com perfeição isso: “A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude”.

Adam Smith coloca o dedo no nervo da questão: “É a grande falácia do livro do Dr. Mandeville representar cada paixão como inteiramente viciosa, em qualquer grau de sentido. É assim que trata como vaidade tudo o que guarde alguma referência com o que são ou deveriam ser os sentimentos alheios; e é por meio desse sofisma que estabelece sua conclusão favorita, de que vícios privados são benefícios públicos”. No entanto, após a mordida, o filósofo escocês assopra, afirmando que “por mais destrutivo que esse sistema possa parecer, jamais poderia ter ludibriado tão grande número de pessoas, nem provocado um alarma tão generalizado entre os amigos dos melhores princípios, se não tivesse em alguns aspectos bordejado a verdade”.

Hayek foi um dos grandes pensadores modernos que resgatou a obra de Mandeville. Um dos pontos mais importantes que merece ser destacado é o fato de que ações individuais geram resultados não intencionais. Não é preciso chegar ao ponto de defender vícios como virtudes, pois basta reconhecer que ações voltadas para a própria felicidade podem acarretar em bem-comum. Mas nada impede que esses indivíduos sejam virtuosos, seguindo um parâmetro ético de comportamento. A ética lida com aquilo que pode ser, diferente daquilo que é. Falar em ética é falar em escolha individual. Como diz Eduardo Giannetti, em seu livro Vícios Privados, Benefícios Públicos?, “as regras do jogo e a qualidade dos jogadores são os dois elementos essenciais de qualquer sistema econômico”. Giannetti acredita que é uma “ilusão supor que o auto-interesse dentro da lei é tudo o que o mercado precisa para mostrar do que ele é capaz na criação de riqueza”. Afinal, “nenhum ordenamento moral conseguiria manter-se baseado apenas na imposição, por parte da autoridade estatal, de leis coercitivas sobre um conjunto de indivíduos isolados e recalcitrantes”. O medo não basta. A punição não é suficiente. O caráter da população importa. O capital humano é fundamental. A confiança mútua facilita muito. A ética conta. Como disse Benjamin Disraeli, “quando os homens são puros, as leis são inúteis; quando os homens são corruptos, as leis são quebradas”.

Isso não quer dizer, de forma alguma, que a tentativa de se “corrigir” a natureza humana, imposta de cima para baixo, seja desejável. O século XX já mostrou com os horrores do nazismo e comunismo o que a “engenharia” do caráter faz. David Hume já havia alertado que “todos os planos de governo que pressupõem uma grande reforma na conduta da humanidade são claramente fantasiosos”. Isso não nos impede, entretanto, de buscar enaltecer as virtudes humanas num ambiente de liberdade individual. Para Giannetti, seria a volta do senso comum: “virtudes privadas, benefícios públicos”.

----> COMENTÁRIO: ------->

Uma das condições mais necessárias para o progresso da humanidade é o egoísmo humano, já que sem este não estaríamos vivos. De fato, não existe nenhum animal na Terra que não seja egoísta, pois se algum dia já houve, este com certeza foi rapidamente extinto .
Todos as nossas atitudes e sentimentos são moldados pelo nosso egoísmo. Ou seja, pela vontade instintiva que nós temos de se sentir bem, ter prazer e buscar a felicidade. Quando alguém deixa de humilhar uma pessoa, muitos poderiam dizer que ela não é egoísta, pois se importou com os sentimentos do outro e não pensou só nela. Mas eu digo que essa pessoa também é egoísta, já que na verdade ela realizou essa escolha pensando em PRIMEIRO PLANO nela mesma. Uma pessoa toma tal decisão ou porque ela iria instintivamente (sem nenhuma causa primária decorrente de um pensamento racional) se sentir pior tomando a decisão oposta; ou porque ela iria se sentir bem tomando atitudes que todos dizem ser nobres, talvez por ter orgulho disso ou por ser calculista como um empregado puxando o saco de seu chefe; ou porque caso seja supersticiosa ou religiosa ou tenha fé em certo princípios, tenha medo de ir para o inferno ou tenha medo que aconteça algum mal a ela; ou uma mistura das anteriores. Todas nossas atitudes, tanto os ditos nobres como os ditos ruins, tem a ver com o egoísmo. Isso é óbvio já que somos seres naturalmente egoístas, mas muita gente não admite isso e inclusive formulam várias teorias baseadas em uma inverdade.
Valorizo e recomendo várias atitudes que eu julgo nobres (nem sempre coincidem com a opinião geral). Essas atitudes visam o bem estar diretamente da própria pessoa e o legal é que geralmente essas atitudes acabam sendo benéficas para muitos outros indivíduos. Quando você não invade a liberdade de outra pessoa, na verdade você está dando um incentivo para que as outras pessoas não invadam a sua também. O mesmo vale para o respeito de acordos ou contratos. Por isso eu as considero nobres.
Por tanto Bernard Mandeville está certo quando diz que o egoísmo ajuda no progresso. Entretanto, o egoísmo é uma condição necessária para o progresso mas não suficiente. Para com certeza termos progresso é preciso muito mais que só egoísmo, é preciso de inteligência para julgar as melhores atitudes a serem seguidas. Algumas dessas são universais e eternas, já outras são adequadas para um certo local e hora.

domingo, 18 de julho de 2010


A Filosofia
A Filosofia consiste na reflexão sobre os princípios fundamentais relacionados ao homem e ao mundo, de forma crítica e racional. No entanto, para entender toda a “investigação”, análise e reflexão propostas por ela, é necessário compreender a evolução do pensamento filosófico. Esse é o objeto da História da Filosofia, o estudo das idéias e suas relações o longo do tempo.
Surgida entre os séculos VII e VI a.C., na Grécia Antiga, era, a princípio, uma interpretação dos mitos como forma de questionar sua aura sagrada. Segundo Platão e Aristóteles, os mitos teriam sido o objeto inicial de reflexão dos filósofos, pois as interpretações deles, comumente aceitas, formavam as bases de todo o conhecimento.
Uma vez adquiridas e enriquecidas, essas bases eram repassadas de geração a geração, como uma forma de observação dos fenômenos naturais que interferiam nas relações humanas e que questionaram ainda os padrões éticos e morais aceitos em cada época.
Como uma forma de organizar todos esses questionamentos surgiu a ciência, que, utilizando instrumentos e métodos para o exercício da razão e trabalhando com teorias em vez de hipóteses, criou novos padrões de pensamentos.Praticamente todo o avanço tecnológico que observamos em nossos dia a dia só foi possível graças à racionalização da ciência, gerada e nutrida pela filosofia, que se apresenta, nesse contexto, como a grande “mãe de todas as ciências”.
Compreender a História da Filosofia nos ajuda a entender a história do nosso pensamento, desde a Antiguidade Clássica até o presente.

FONTE: PAULO GHIRALDELLI JR. (História da Filosofia Essencial)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Á GO RA



ÁGORA

ÁGORA era o espaço na cidade de Atenas reservada
a pa-la-vra.A vida em Atenas se manifestava na
Ágora,lugar da palavra,onde existia a Casa do Conselho,
formada por quinhentas pessoas que decidiam a pauta
de discussões debatidas diariamente.
Local de diversas atividades: espaços de danças religiosas
(orkhestra); nos pórticos, palco para comer, negociar,
ouvir fofocas e cumprir obrigações religiosas; no poikile,
local onde a grande massa da população se encontrava; no
principal tribunal popular da cidade (heliaia); espaço
onde os cidadãos se encontravam para votar o ostracismo,
o banimento da cidade; abrigava o bouleuterion.

ATENAS para os gregos antigos,era a PÒLIS tolerante e
cosmopolita,aberta ao mundo e não apenas um simples
pontinho no mapa do planeta.



DIÓGENES de Sinope não só comia na Ágora como também se
masturbava ali. Masturbar-se em público nunca foi algo
aconselhável,menos ainda em lugar que merecia total respeito,
como a Ágora, um lugar em que os cidadãos se reuniam para
grandes deliberações.

[NOTA : NÃO CONFUNDIR COM O FILME ÁGORA (Ágora é um filme recheado mas nem por isso com uma identidade definida.
O filme está tripartido entre o relato de um triângulo amoroso, a história de uma filósofa (Hipácia) realmente à frente do seu tempo e a lição para as gerações presentes sobre o valor do conhecimento e o risco do fundamentalismo.
Tudo isto está junto mas não se chega a interligar de forma a que o todo se eleve para lá das suas partes.]


sábado, 20 de março de 2010


A BUSCA PELO CONHECIMENTO

O mundo não é estático, onde tudo já está dado de forma objetiva, assim se explica as mudanças que vemos o tempo todo ao nosso redor. “Tudo que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo/ Tudo que a gente viu há um segundo/ Tudo muda o tempo todo no mundo/ Não adianta fugir / Nem mentir prá si mesmo agora/ Há tanta vida lá fora/ Aqui dentro sempre/ Como uma onda no mar" [Como uma onda no mar- Lulu Santos]. A canção não exclui uma dose de humor e aborda incisivamente a questão filosófica de natureza metafísica do Ser, de uma maneira lúdica Lulu Santos convida a todos a cantarolar Filosofia.
Pensar o que era e o que é agora: O presente, por exemplo, é um sutil e tênue hiato entre o que foi e o que ainda está para ser. O debate entre pensamento racional e percepção proveniente dos sentidos abre novos caminhos na busca pelo conhecimento. E através da fala e da tradição escrita o homem desenvolveu a sociedade e assim a civilização. O conhecimento ocidental foi construído através do conhecimento subjetivo em uma busca incessante de temas metafísicos, tais como: da virtude, da moral, da ética, justiça, etc. Assim nasceu a filosofia no mundo grego, aqueles filósofos antigos buscavam respostas ou verdades sobre os temas citados, em oposição aos sofistas que eram pagos para ensinar a argumentar ou a arte da ‘dialética’.
E assim foi que o conhecimento teve a maior evolução da história ao passar dos séculos; a metafísica foi construída, debatida, ganhou ‘roupagens’, entretanto, com o mesmo objetivo de buscar verdades ou soluções para indagações do ‘demasiado humano’. Além do conhecimento aplicado a ciências científicas, este conhecimento vem sendo usado como ferramenta democrática, quebrando a ignorância que aprisiona o ser humano em cavernas invisíveis, colocando-os à margem da sociedade, sem luz, sem sonhos e sem perspectivas de ser feliz. Não é utopia acreditar que a Filosofia possa ter esse poder eficaz e formador de transformação do individuo, no sentido de desenvolver o senso crítico.

•Branquinho, "Objeto e Método da Metafísica"
•Conee, "O que é a Metafísica?"

•Loux, "Introdução à Metafísica"

•Lowe, "A Natureza da Metafísica"

•Loux & Zimmermann, "A Metafísica Contemporânea"
Todo este material está na revista online Crítica, na seção Metafísica e Lógica Filosófica.

sábado, 13 de março de 2010

FELICIDADE...???


FELICIDADE


Felicidade é uma palavra que parece agregar todo e qualquer valor que estejamos buscando. Quando nossas escolhas são questionadas, costumeiramente alguém responde: “o que importa é ser feliz”. Mas o que significa ser feliz? Se perguntarmos as pessoas que estão a nossa volta, elas provavelmente responderão: felicidade é... ”um estado de espírito”; ou “estar com a pessoa com quem se gosta”; ou “viver em um lugar paradisíaco”; ou ainda “composta por pequenos momentos, ou etc. Imagine que ser feliz é ter uma vida plena.



Este é o objetivo no qual convergem todos os objetivos da sua existência, Ter uma vida plena é o ideal da sua vida. Mas qual é a fórmula da vida plena? É a nossa vontade que aponta o caminho da felicidade? Ser feliz é fazer só o que se quer? Não poderiam ser as emoções a apontar esse caminho? Neste caso, ser feliz seria apenas fazer aquilo que nos desperta emoções positivas. Todavia, muitas vezes a razão se mostra contrária às emoções. Enquanto você pensa em fazer algo que lhe faria alegre, a sua razão lhe sugere que aquela não é a melhor atitude a tomar. Bem, então seria a razão a apontar a trilha da vida plena? Considere que a razão pode nos conduzir ao autoconhecimento e à compreensão do mundo que nos circunda. Se assumirmos esta perspectiva, então ser feliz é compreender a nossa existência; é compreender a existência. Isso parece ser interessante! Felicidade seria, então, uma espécie de bem-estar mental ou intelectual?

Outra resposta á pergunta sobre a fórmula da vida plena poderia ser: “ter muito dinheiro; depois eu compro o que eu quiser”. Mas a felicidade pode ser comprada? Os bens materiais podem garantir a felicidade? Felicidade é o mesmo que ter bens materiais? Todas as pessoas que consideramos têm bens materiais e são felizes por causa deles? Se a resposta é sim, então as implicações são devastadoras. Considere que dada a escassez de recursos no mundo em que vivemos hoje, grande parte da população estaria condenada à infelicidade.
Por outro lado todas aquelas pessoas que tem muito dinheiro e que constituem uma pequena parcela da humanidade deveriam ser felizes. Mas não é isso que podemos observar. Vemos pessoas felizes ou infelizes, independente da quantidade da quantidade de bens que possuam naquele momento. Talvez a felicidade não esteja em algo que possamos possuir.

Outra resposta que tenho escutado, sobre a fórmula da felicidade, está associada ás nossas relações. Talvez a felicidade não esteja em nós, como um bem intelectual, nem fora de nós, como um bem relacional. Entretanto, uma relação como a amizade exige reciprocidade. A relação de amizade, por exemplo, não depende apenas do nosso próprio empenho, mas, conjuntamente, do empenho da outra pessoa. O bem-estar relacional pressupõe reciprocidade e, portanto, é frágil. Todavia são muitos e variados os relacionamentos que necessitamos ter para dar manutenção a nossa vida. Todavia, ao cultivarmos as nossas relações, fortalecemos a nossa vontade, nos conhecemos melhor e podemos ter emoções incríveis. Sem falar que “quem encontra um amigo, encontra um tesouro”! Não seria a felicidade um bem relacional?

terça-feira, 2 de março de 2010

GERAÇÂO Y

Geração Y

A geração Y é também conhecida como a geração Milleniun ou Geração da Internet. Teóricos e Sociólogos conferem o termo "Geração Y" ás pessoas nascidas entre 1977 e 1997. A grande diferença dessa geração com as anteriores é ter se desenvolvido numa época de grandes avanços tecnológicos, isso lhes confere uma maneira singular de pensar e agir, sendo pessoas dinâmicas, apressadas, que buscam uma posição de destaque no mercado de trabalho, além de serem ambiciosas, dando preferência a empresas que disponibilizam flexibilidade de horários, entre tantas outras características.

FONTE: Revista Filosofia –nº21

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Filosofia: mãe da Administração e Marketing
Em contribuição as abordagens filosóficas, segue abaixo o que considero interessante na Filosofia pela ótica positivista da Administração, pois, o nascimento desta ciência foi na Filosofia.

Não tem nada de novo, é uma pequena revisão da filosofia com 66 autores, que serve de forte base para Administração e Marketing.

- Aristóteles 400 a.C., que trata do homem virtuoso, ética aristotélica, não faça com os outros o que vc não quer que seja feito com vc, na polis tem-se o conjunto de instituições públicas (Politéia) que deveria servir as pessoas e não o contrário

- Hobbes sec. XVII, o homem como lobo do próprio homem, Leviatã, o Estado, homem artificial maior e mais forte que o próprio homem (no sentido de organização)

- Heráclito 540 – 476 a.C., não se entra duas vezes no mesmo rio, o homem tem que lidar com os opostos

- Sócrates, ser é saber o que não se é, só sei que nada sei

- Sto. Agostinho: a vontade gera o pecado e o desejo gera a vontade. No Marketing o que se busca é criar o desejo. Pela humildade é que se chega a Deus

- São Tomás de Aquino, bem aventurança, o homem na fé busca a razão. A razão está numa verdade suprema. Determinismo / Existencialismo, não consigo mudar o mundo

- Maquiável, o homem para quem os fins justificam os meios, vem da religião, extirpar o pecado para atingir o céu

- Morus, que trata o homem como ordeiro (Administração pura), cada um tem ciência do que deve fazer, cumprir seu papel, homem social

- Descartes, resgata a razão para os fatos que não seja sobrenatural, preserva a imagem de Deus com medo da inquisição, o homem cartesiano com racionalidade para a solução dos problemas, a razão está no método

- Pascal, contrapõe Descartes pela impotência da razão, deve-se considerar as contingências do ser humano, condições externas, o que o homem pode suportar

- Gracian, o homem prudente (princípio da Contabilidade)

- Adam Smith, interesse privado que se gera o bem comum, não ter a intervenção do Estado na Economia, a mão invisível.

- Kant, viveu sempre numa cidade pequena na Alemanha, sua filosofia sustenta o Direito, crítica da razão pura, quanto mais teoria vc tiver, mais fácil vc decide sobre qualquer assunto prático, o homem em função dos princípios universais, o homem deve agir de forma que valha para todos, que valha para o universo

- Hume, a prática, o dia-a-dia, o executar com que se tenha mais assertividade

- Schoppenhauer, a forma de manipular a idéia é usar sentimentos (Marketing puro), o homem como relógio de corda, reação a estímulos, ninguém suporta mais de 15 dias sendo feliz, o céu deve ser um inferno, todos os animais tem representações empíricas, mas os homens constroem representações abstratas ou conceitos, são as representações de representações (Marketing novamente)

- Kierkegaard, o homem representado em 3 estágios, ético, estético e religioso

- Nietzsche, o homem animal do rebanho, sente falta da necessidade de “pertencer” (Administração), a pressa é geral porque todos querem escapar de si mesmos, o corpo é um edifício social de muitas almas

- Husserl, o homem parentético que consegue colocar uma situação entre parênteses, avaliar e solucionar o problema, ou seja, abster do texto, mas, o homem não faz isso.
“Lixo” psicológico que nós armazenamos. Todos nós queremos ser avaliados por 2 variáveis (isso encaixa perfeitamente nas organizações):
* Subjetividade: cada um de nós é substântivo, um ser único
* Dinamicidade: mudamos constantemente
Mas, não conseguimos avaliar as pessoas nestas duas variáveis. Não devemos rotular, criar esteriótipos, torna-se superstição, hábito, crença e valor.

- Erich Fromm, livro Ter ou Ser, risco de coisificar tudo, inclusive as pessoas, somos educados ao “possessivo”, o meu, a minha, eu tenho (Marketing)

- Jaspers, o homem não toma consciência de seu ser senão nas situações limites, somente o objeto da minha escolha depende de mim, a liberdade é função de uma escolha (Marketing)

- Heidegger, o homem é um ser (livre) cuja existência precede a essência, o homem é um ser que interroga

- Frederick Taylor, Princípios da Administração Científica 1911, Shop Management 1914, o homem como instrumento do processo produtivo, estudo de tempos e métodos, princípios da eficiência: Previsão, Preparo, Execução, Exceção e Controle

- Hannah Arendt, livro A Condição Humana, o homem tem um sentido de pertencer ao mundo, o homem é ser indivíduo da ação política, despolitização do homem (atualíssimo)

- Sartre, fazer e, ao fazer, fazer-se e não ser nada sendo o que se faz. A existência humana é a contingência, ou seja a liberdade e indeterminação. A existência humana se confunde com a liberdade. O homem está condenado a ser livre. Livro Le Sursis

- Albert Camus, trata o homem como Revoltado, um homem que diz não tem consciência de que as coisas já duraram demais

- Giles Lipovetsky, o homem consumericus

- Teillard de Chardin, o homem moderno, o homem que sabe que sabe, reflexivo, tudo tentar até o fim, livro O Fenômeno Humano

- Maslow, o homem auto-realizado, a pirâmide da hierarquia das necessidades (Marketing puro)

- Carl Rogers, o homem emergente, dilema é o homem ser feliz X eficaz X submissão. E quem disse que a empresa é um lugar para ser feliz?

- Alan Watts, o homem não encapsulado, livro Nenhum Homem é uma Ilha

- Alberto Guerreiro Ramos: homem parentético X reativo X operacional

- Demais autores da Administração: Fayol, Elton Mayo, Kurt Lewin, Woodward, Herzberg, McGregor, Max Weber, Ettioni, Karl Marx, Blaw, Scott, Bertalanffy, Peter Drucker, Schein, Frank Gilbreth, Paulo Freire, Mary Parker Follet, Ordway Tead, Pavlov, Skinner, Bennis, Rensis Likert, Maxwell Malt, Gianetti da Fonseca, Domenico Dimasi, Eillen Ishapiro, Selznick, Herbert Simon, Al Ries Elaviaries, John Kennedy Galbraith, Thompson, Charles Perrow